Thursday, August 24, 2006

Elô, o lado mulato da Força.






















Mestiço é que é bom. Disse o Darcy, nesse país que o protere ao Moreira, como protelou Ruy Barbosa ao Marechal Hermes, esse mesmo país que amadurece.

“Existem dois lados da Força. Paz, serenidade e conhecimento são o lado luminoso, ou o lado branco, enquanto o lado negro, ou lado escuro consiste de raiva, agressão e medo. O Universo é um lugar balanceado: vida e morte; criação e destruição; amor e ódio. portanto, os dois lados da Força são partes de uma ordem natural.” Disse um site em que eu fui ontem.

Eloísa é Jedi. Mas shhhhhhhhhhhh! Ela não sabe!

Eloísa é libra. Apenas com a intuição ela contrabalança os dois lados da Força, faz três embaixadinhas, dá dois pinotes, sorri pra câmara e estabelece.

Claro que Eloísa usa a razão e a emoção. Mas nunca o gênio nasceu delas. Diz JFC Fuller: “costuma ser desconcertante. Não se trata de um produto do intelecto, nem do aprendizado, nem da disciplina, nem do treinamento – trata-se, isto sim da manifestação intuitiva e espontânea de um poder que o racional jamais poderia alcançar”.

Eloísa bate na mesa e os fracos tremem. Porque não têm boas intenções. Ouvem o barulho, mas não percebem o coração que ronca.

Veja Déda, você acha que ele é bobo? É um cara que, no mínimo, sabe escolher e delegar. No primeiro discurso que vi de Déda, me senti como a vez em que conheci Fernando Henrique, mais de 10 anos antes dele virar Ministro da Fazenda, achei: esse cara chega a Presidência, fácil.

Eloísa tem um olhar penetrante. Quem tiver culpa que se sinta nu. Não leia o personagem que ela encarna. E creia nos tapas na mesa. Saia da frente porque bulldozers atropelam. Esqueça, de vez, a alma por trás da amurada.

Ô, que alma linda!, e frágil como uma gota em pétala de hibisco. Exagerei? Quem nesse mundo, consegue sintetizar em poesia a dureza da pedra com o sopro do vento? João Cabral? Eloísa, com seu sorriso.

Mais que ninguém, neste e noutros mundos, ela é Déda. E Santa Bárbara dos Trovões, minha amada Iansã, que proteja quem ficar em seu caminho. Escudeira da verdade, Eloísa encarna a mudança. A juventude com sede de construir um novo Sergipe, mais justo e mais humano.

Sergipe, esse estado apaixonante e apaixonado: “Conta-se que, ao abrirem a sepultura de Abelardo, para ali depositarem Eloísa, encontraram seu corpo ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando a chegada de Eloísa.”

Vejo a força do seu olhar e me sinto velho e conservador. Lembro de minha mulatice, vinda de papai, e me sinto fortificado para o caminhar. Vejo o Brasil novo ainda mais misturado, imagino Sergipe, o futuro, os avanços... e espero que eles possam abrir seus braços para esse jeito inzoneiro, aguardando a chegada de Eloísa.

May the Force be with you”.

4 Comments:

At 7:16 AM, Anonymous Anonymous said...

teste

 
At 7:59 AM, Anonymous Ivy Almeida said...

aaaaaffffffffeeeeee que texto lindo!!!!elô é assim....linda assim...

 
At 2:11 PM, Anonymous mingau said...

sempre assim... marca.

 
At 3:41 PM, Blogger Kauet said...

Faltava ela. Um vai num vai. O coração explodindo no peito, mas ela ali, sólida, represa segurando a resistência líquida das águas. Até que cansou. Deu uma "baixa" e decidiu lançar-se nas delícias de ser, que só Caetano desvela. É ela essa moça. Eloísa.

cauê

 

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