Cauê, nosso homem no telhado.

Alexandre tinha na sua cavalaria, o ponto forte. Ela flanqueava, permitindo a eficaz ação da falange, desenvolvida por seu pai. Foi definitivo o papel dos tanques alemães na invasão da Alsácia-Lorena, durante a segunda guerra, pondo um fim na crença sobre a Guerra de Trincheiras. É indiscutível o poderio recente dos B-2 Spirit da Northtrop em operações ditas cirúrgicas. Porque em toda guerra, há o que se chama de vantagem tecnológica.
Para que uma mudança cultural seja feita em determinado território, desde a Antigüidade é sabido, é necessária a ocupação. Aqui entra o papel da infantaria. E a nossa tem funcionado bem. Vá a uma caminhada para ver.
O papel do General é definitivo. As guerras, enfim, são ganhas por eles. Há o relevado destaque de cada oficial e o comprometimento da soldadesca. Dos quais pretendo falar posteriormente. Em particular de figuras que tenho convivido mais próximo.
Mas, nesse momento, motivado por uma notinha lida, queria falar do papel do sniper.
Aquele cara que fica no telhado, na posse de um AWP com alcance de até 5,5km, tem visão privilegiada, precisão absoluta, firmeza nas mãos e na decisão, sensibildade para o momento certo, dedo que não coça, conhecimento do território e adequada noção do briefing.
Nessa nossa batalha, a boa batalha de Paulo de Tarso, cada um cumpre suas missões. Mas esse guerreiro solitário, às vezes capitão, às vezes coronel, muita vez soldado no front, algumas vezes “mi general”, tem papel de destaque. E por isso abre a minha lista.
Medir o pulso de Déda, acompanhar o raciocínio de Zé, ouvir Rosalvo Alexandre, absorver o jeito doce e crítico de Edvaldo, consultar Eloísa, ponderar as quantis-qualis, coordenar os brancaleones, pular da ilha pro PC, tudo junto, é tarefa hercúlea.
Mas Cauê a cumpre, e tenho aprendido com ele, com a firmeza exigida – traduzida no olhar por sobre os óculos – mas sem perder a ternura desejada, o bom humor elástico, a sensibilidade com ajuste fino.
Antes que eu chegue já cansado, ele está lá. Depois que eu vou mais cansado ainda, ele continua lá. A postos. Pronto para a invasão. Dormindo com um olho aberto, como a UDN de Aparicio (péssima comparação!) que sabia: o preço da liberdade é a eterna vigilância.
Se a vantagem tecnológica da guerra eleitoral é a TV, que atinge milhares de domicílios, nosso homem no Enola a liberar o Little Boy de flores da mundança é o Cauê.


2 Comments:
teste
E o que dizer depois de tantas associações, citações de personagens históricos e palavras precisas?
Ah! mas eu não posso deixar de dizer que o nosso Cauê é, e parece estar, nesses dias de mudança, ainda mais genial.
Até me pego pensando...Cauê faz parte dessa história, ajudou a construir o contexto, fez, refez, tentou de novo. E agora, bem, agora a sensibilidade do Cauê está ainda mais aguçada, os poros sentem o resultado daquela construção; a cabeça fervilha, o olhar as imagens muitas vezes emociona e aquele sorriso revela a satisfação com o resultado.
Quantas histórias guardam uma campanha. Quantas histórias levaremos dessa campanha...Aí, lá no finalzinho eu vou olhar para o Cauê e sei que irei ver uma lágrima percorrer a sua face. Emoção! E a sensação de ter ajudado a virar uma importante página da história não só de Sergipe, mas das pessoas, da gente, da vida.
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