Tuesday, August 29, 2006

As inserções são como pausas.


Diz Marcos Coimbra (dono da Vox Populi, em minha opinião, o responsável-mór pelo fenômeno Collor) na edição 406 da Carta Capital:

“O programa eleitoral tem seu público, gente que vê e gente que não vê, como as novelas, os programas de entretenimento, os telejornais (...) há três tipos principais de espectadores: os assíduos, os eventuais e os não espectadores, ie, um quinto do eleitorado vê de fato os programas. (...) Mas o mais interessante está nas características desses que formam a verdadeira audiência dos programas (...) entre eles 80% já têm candidato na pergunta de voto espontâneo, em outras palavras estão fora do mercado”.

E conclui:

“As inserções, como temos insistido, dispersas na programação, atingindo a todos, a quem gosta e quem não gosta de política, quem tem e quem não tem candidato definido, só elas são decisivas.”

Pois, se as inserções são tão importantes assim, então o break comercial também o é. Todo pausa é importante. Não é à toa que os judeus inventaram o sabbath para que, sem fazer nada o dia inteiro, só agüentando a mulher, a sogra e as crianças, o cabra sinta vontade de voltar a trabalhar no dia seguinte.

Isso tudo é para falar da nossa pausa refrescante. Esse agregado que mostra o quanto uma campanha eleitoral também é capaz de gerar emprego e renda, basta se ter senso de oportunidade.

Mr. Picuí, vulgo seu Antônio, que inventou uma forma de ganhar dinheiro, na lacuna do povo do “PT Gourmet” segundo Paulinho Lobo ou “Fome Zero, Déda Treze” segundo eu sugeri.

O homem que nos traz o mais puro sabor da fruta: “coalhada, flocos, creme russo, castanha e chocolate, fruta hoje tem não que a fábrica não fez.” Também contumaz na: “vai um picolé de coco na embalagem de jaca ou de amendoim na de maracujá?”

Importante é que ele faz falta quando não vem. Sendo mais lembrado na hora do almoço do que a moça do cafezinho. Até porque, WG nos proporcionou essa maravilhosa máquina de café expresso.

Ainda sobre a moça do cafezinho, lembro de uma anedota do tempo da ditadura. Diz que três leões fugiram do zoológico da Quinta da Boa Vista. O primeiro foi preso no mesmo dia, quando atacou, faminto, uma criança na porta do Colégio Pedro II em São Cristóvão mesmo. O outro levou 5 dias para ser preso, comendo animais silvestres na Floresta da Tijuca, até que desceu e atacou caminhantes nas Paineiras. O último levou quase seis meses para ser preso. Ao chegar, foi questionado pelos colegas:

- Rapaz, quase morremos de fome lá fora, nos pegaram por causa disso. Como você conseguiu passar tanto tempo sem ser preso? Comia o que?

- Meninos, me escondi na Petrobras, na Avenida Chile, todo dia eu comia um general. Ninguém dava falta. Me ferrei porque fui comer a moça do cafezinho...


Viu, Zé, como a estatal mudou na sua gestão? :-)

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